Contratações aumentaram 18% e demissões diminuíram em MS

Apesar do saldo negativo em 1.992 empregos, o Mato Grosso do Sul confirma uma tendência de desaceleração do número de demissões. O índice apresenta uma melhora quando comparado ao mês anterior, uma diferença entre admissões e desligamentos em abril foi de 6.992 demissões. Conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o número de novos contratos aplicados em 18%, enquanto o número de demissões diminuiu 20% sem comparações entre abril e maio.

Em maio, foram admitidos 11.187 trabalhadores, enquanto em abril o número de contratados era de 9.497. Já o número de pessoas desativadas do trabalho caiu de 16.489 em abril para 13.179 em maio. O acordo com um economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS) já era um indicador esperado de amenização da intensidade com que as demissões estão ocorrendo.

“Tivemos um fluxo bastante significativo no fim de março até o início de maio, mas nenhum resultado geral teve uma perda dessa intensidade. Porque tivemos uma recuperação do comércio, uma recuperação leve da intenção de consumo, ou o Dia dos Namorados movimentou a economia de uma forma diferenciada e tivemos visto o aumento do fluxo de compras. Então, diante de tudo isso, já era esperado que tivéssemos uma perda de intensidade [das demissões]. A preocupação de que as pessoas têm de avançar e voltar a ter medidas mais restritivas e termos novamente uma retração na intenção de consumo ”, explicou um economista.

Nos cinco primeiros meses do ano, o Estado registrou saldo negativo de 1.315 empregos, resultado de 86.128 admissões contra 87.443 demissões. Entre os municípios do Estado, 36 dos 79 finalizar ou quadrimestre positivo. Dourados liderados com saldo de 225 vagas, resultado de 1.551 contratações e 1.326 demissões. Os resultados registrados foram registrados em 40 municípios de MS. O pior resultado na criação de vagas foi registrado em Campo Grande liderado com saldo negativo de 1.538 demissões, resultado de 3.999 novos contratos e 5.537 desligamentos.

SEGMENTOS – Já considerando os setores de atividades econômicas, uma construção civil liderada na criação de vagas. O setor registrou uma criação de 87 vagas em maio. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sinticop-MS), Walter Vieira dos Santos, declarou que o Estado não registrou demissões. Ele declarou que foram fechados acordos individuais com empresas para manutenção dos empregos nesta época de pandemia. “Dos cinco mil trabalhadores do nosso setor, pelo menos dois mil já estão garantidos com acordos feitos entre empresas e empresas”, diz.

Segundo ou sindicalista, mesmo que as empresas que não fecham o contrato já sinalizam que vão manter o quadro de funcionários. “Todas as empresas são unânimes em utilizar como recurso ou banco de horas em caso de necessidade, como por exemplo, se houver poucas obras”, explicou Santos.

O setor de serviços registrou -1.008 vagas e o comércio liderou com -615 vagas em maio. Um economista do IPF-MS, ressalta que ainda pode haver mais demissões, mas mantém o cenário, a intensidade será bem menor.

“Depende da saúde e do comportamento das pessoas. Em abril, nós realmente tínhamos uma intensificação de demissões, em maio a gente já esperava que perdesse um pouco de força. As expectativas dos empreendedores para os próximos três meses são aquelas que perdem ainda mais força, podem ocorrer demissões, mas em proporções muito mais moderadas. Os empresários estão tendendo a manter o quadro de colaboradores ”, finalizou Daniela.

NACIONAL – No País, o emprego formal registrou, em maio, o terceiro mês seguido de desempenho negativo. Segundo dados divulgados pelo Caged, 331.901 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no último mês. Apesar do incentivo ao emprego formal, houve uma melhora na relação em abril, quando foi fechado 860,503 postos. A retração de empregos totalizou 1.144.118 de janeiro a maio.

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados ​​fecham os empregos formais em maio. Uma estatística foi liderada pelos serviços, com uma extinção de 143.479 postos, seguida pela indústria com 96.912 postos a menos.

MANTIDOS – Dados do Ministério da Economia apontam até maio, o Estado registrado 43.200 contratos enquadrados na suspensão ou redução da jornada e descontos. Uma medida de visto para conservação de empregos com pagamento de uma espécie de seguro-desemprego durante o período.

 

Fonte: Correio do Estado