Empresário acredita em um semestre mais favorável, mas aponta uma confiança menor em junho, diz pesquisa da CNC

Pelo terceiro mês consecutivo, a confiança do empresário campo-grandense registra queda. É o que mostra a pesquisa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) da CNC, que apontou 127,5 pontos em junho enquanto que, em maio, o número chegou 135,4 pontos. Quando comparado com o índice do ano passado, no mesmo período, o número está 6,5% maior, período em que o ICEC registrou 119,8 pontos.

“Os números mostram que o empresário está vivendo uma fase melhor que a do ano passado sim, mas que ainda estamos em um processo de recuperação da economia e, com isso, de maior fragilidade dos indicadores, sujeita a oscilações do mercado externo e interno. No mercado interno há destaque as importantes decisões políticas que podem impactar nos negócios, como por exemplo, as reformas tributária e da previdência”, explica a economista do IPF-MS, Daniela Dias.

Segundo a economista, isso pode ser constatado quando os empresários foram questionados sobre as condições da empresa:  23% disseram que melhoraram muito em relação ao mês anterior e 41,1% disseram que melhoraram, já a maioria dos empresários (64,1%) declararam que a melhora foi pouca.

Para os próximos meses, os empresários também têm boas expectativas: para o futuro das empresas, 52,3% afirmam que vai “melhorar muito” e 44,3% dizem que vai “melhorar um pouco”, somando 96,6%. Para o comércio, as perspectivas também são animadoras: 43,4% esperam melhorar muito e 49,3% acreditam que melhorará um pouco, representando 92,7% das opiniões dos entrevistados.

“Os dados apontam que o próximo semestre tende a apresentar um cenário melhor tanto para a economia, quanto para as empresas. Mas sabemos que as decisões políticas tendem a impactar no ambiente de positividade do empresário”, conclui Daniela.

Confira a pesquisa na íntegra:

icec junho

A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

Fonte: Fecomércio MS/CNC