Entidades patronal e laboral cobram vacina para trabalhadores do comércio em MS

As entidades que representam os segmentos patronal e laboral do comércio em Campo Grande e Mato Grosso do Sul se reuniram na manhã desta sexta-feira (11) com o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, para solicitar a vacinação dos trabalhadores do comércio, contra a Covid-19, diante do aumento de casos e da exposição desses profissionais. A solicitação é para os trabalhadores acima dos 30 anos de idade.

Participaram da reunião o executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Campo Grande (Sindivarejo CG), Sebastião da Conceição, entidade ligada à Fecomércio MS; o presidente da Federação dos Trabalhadores do Comércio (Fetracom), Douglas Rodrigues; e o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Carlos Santos.

“A vacina é uma necessidade de toda a população, mas entendemos que, assim como já vem sendo realizado com outros públicos, os trabalhadores do comércio são essenciais para o pleno funcionamento desse segmento e, assim, da economia do Estado. Portanto, solicitamos ao secretário que possa integrar esse público nas prioridades da vacina, para que possamos manter o comércio aberto, gerando emprego e renda, e mantendo a economia do Estado aquecida”, explica o presidente do Sistema Fecomércio e do Sindivarejo CG, Edison Araújo.

Para o presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio, Carlos Santos, a vacinação é muito importante para este público pelo fato de estarem na linha de frente no atendimento comercial e utilizando o meio de transporte público. O presidente da Fetracom, Douglas Rodrigues, reforçou que a economia do Estado depende da força de trabalho no comércio, que estava em recuperação na questão de contratações de mão de obra, e que as medidas são urgentes para aplacar as perdas com as restrições para o setor, com o fechamento do comércio.

Para o executivo do Sindivarejo, Sebastião da Conceição, o empresário do comércio não tem mais como bancar suas despesas, mesmo com as portas abertas e o fechamento e restrições no atendimento prejudicam ainda mais os comerciantes. “Entendemos que esta não é uma alternativa ao problema, mas a ampliação das vacinas e também a conscientização da população, em relação aos cuidados de biossegurança e distanciamento social”, afirma.