Intenção de consumo na Capital fica estável, ainda puxada por famílias de maior renda

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que, neste mês de março, o índice se mantém muito do próximo do mês de fevereiro, ficando em 97,7%.

O desempenho foi puxado pelas famílias com mais de 10 salários mínimos, que de um mês para o outro saíram de 108,3 para 113,5 pontos, enquanto que as de menor renda apresentaram recuo de 95,8 para 94,6.

Entre os indicadores avaliados, o da renda familiar atual está igual ao do ano passado para 50% dos entrevistados, porém a maioria (66,1%) acredita que terá alguma melhoria profissional nos próximos seis meses.

“A retomada gradativa da economia em alguns setores e o avanço da vacinação estão impactando positivamente as pessoas que estão mais otimistas com o futuro profissional; em contrapartida, a percepção é de que o consumo da família está menor do que o ano passado (50,7%0) com tendência de que pode ficar menor nos próximos 6 meses (52,8%)”, constata a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, Regiane Dedé de Oliveira. “Isso reforça a necessidade de ações públicas que diminuam o impacto da inflação que estão elevando os preços de produtos essenciais da cesta básica, combustível, energia e gás. O consumidor sabe que esses aumentos têm forte impacto sobre sua renda, sobre seu poder de consumo, tanto que 67,5% afirmam que não é o momento para aquisição de bens duráveis”.

Sobre a Pesquisa – O ICF pode ser avaliado sob dois ângulos: o da magnitude do grau de satisfação/insatisfação dos consumidores, através de sua dimensão, pois o índice abaixo de 100 pontos indica uma percepção de insatisfação, enquanto acima de 100 (com limite de 200 pontos) indica o grau de satisfação em termos de seu emprego, renda e capacidade de consumo. O ICF investiga junto aos consumidores as avaliações que estes fazem sobre sete itens: Emprego Atual, Perspectiva Profissional, Renda Atual, Facilidade de Compra a Prazo, Nível de Consumo Atual, Perspectiva de Consumo no curto prazo e Oportunidade para compra de bens duráveis.

Confira a pesquisa na íntegra: ICF MARÇO

 

 

Fonte: Fecomércio MS