Dinheiro no bolso movimenta o comércio, diz empresário sobre adiantamento do 13°

Dinheiro no bolso movimenta o comércio, diz empresário sobre adiantamento do 13°

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Há receio, mas também esperança. Comerciantes de Campo Grande estão otimistas com as vendas de Natal e Ano Novo depois de um ano difícil por causa da pandemia de coronavírus. Para eles, a antecipação do 13° salário do funcionalismo público do Estado de Mato Grosso do Sul ajuda na retomada da economia.

“É um sentimento de alívio. Dinheiro no bolso da população gira no comércio”, disse o empresário Leonardo Paim, de 35 anos, nesta terça-feira (1°), data em que o Governo do Estado pagou R$ 473,7 milhões aos cerca de 79 mil servidores estaduais.

Dono da Jack Biju, que fica na Rua Rui Barbosa, Leonardo espera aumentar as vendas nos próximos 30 dias. “Tivemos um ano complicado. Muita gente foi demitida, outras pessoas foram para o home office. O movimento no centro caiu. Agora esperamos recuperar”, falou.

Para a economista Daniela Dias, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio/MS (Federação do Comércio do Estado do Mato Grosso do Sul), a antecipação do 13° salário dinamiza o mercado e resgata a confiança do consumidor.

“Esse é um tipo de recurso que gera uma expectativa otimista nos consumidores e também nos empresários (…) dizemos que funciona como uma espécie de impulsionador neste momento em que as pessoas têm expectativas muito frágeis”, analisou a especialista.

 

Com artigos voltados ao público sertanejo, a loja BTH Store vende no atacado e varejo para todo o Brasil. Mesmo com o ano atípico por causa da crise de saúde, o sócio proprietário da empresa, Sávio Lima, 35, vê com bons olhos o pagamento em dia e a antecipação do 13° dos servidores.

“É o que movimenta a economia regional. Geralmente são as datas de pagamento que os lojistas mais nos procuram. Pensando nisso, preparamos o estoque para atender durante as festas de fim de ano. A expectativa é positiva tanto nas vendas presenciais quanto online”, disse.

Quem também pensa positivo em relação às vendas de fim de ano é o lojista Gezzu Barbosa da Silva, 65, dono da Dugezzu Rock Shop, que também fica na Rui Barbosa. “A esperança é que aumente, que as pessoas possam vir e comprar presentes”, expressou.

 

Presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes (AVA), que representa o Camelódromo, Narciso Soares dos Santos, espera um aumento de até 50% nas vendas. “A pandemia trouxe dificuldades que duram até hoje, mas nossa expectativa é boa para o final do ano”, avaliou.

Para o setor supermercadista também é animador ver as pessoas chegarem ao fim do ano com dinheiro na conta. “Nos mercados as vendas crescem nas vésperas das festas e o impacto é super positivo”, disse o presidente do Grupo Rede Econômica, Adeilton Feliciano do Prado.

Fonte: Governo do Estado

Fotos: Divulgação/Saul Schramm