Shopping virtual quer aproveitar vendas on-line em alta e tirar lojistas do sufoco

Desenvolvido pelo Sindivarejo-CG (Sindicato do Comércio Varejista de Campo Grande), em conjunto com a Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), o primeiro shopping center virtual do Estado, batizado de PopShop, espera receber mais de 5 mil lojistas.

Durante 90 dias, empresários podem experimentar e conhecer mais sobre as vendas on-line de forma gratuita. A plataforma tem como foco a entrega em domicílio, em até 24 horas, dentro do perímetro urbano da Capital, e possibilita vendas de forma segura e rápida. A medida pretende colaborar para a retomada econômica da cidade.
Com a possibilidade de identificar as lojas mais próximas, os clientes podem comprar pelo aplicativo, retirar na loja física ou receber o produto comprado, em domicílio, em até 24 horas. Segundo o gestor comercial da PopShop, Richardo Zulim, a adesão ao comércio on-line desde a chegada da pandemia possibilitou uma alta de até 60% no faturamento de farmácias e 40% nos supermercados. Até mesmo as lojas de roupas e sapatos, que tiveram queda nas vendas presenciais de até 80%, conseguiram, por meio das vendas on-line, retomar quase 70%.

“A plataforma pode abrigar mais de 5 mil lojas e possui estrutura de meios de pagamento modernos e seguros. Foi estruturada para oferecer
integração com mídias sociais, além de um sistema de gestão de entregas dentro de Campo Grande. Nossa expectativa é de que os empresários entrem para as vendas online, de maneira que encontrem aqueles consumidores que aprenderam a comprar assim e não devem
abandonar esse hábito”, explicou.
Em Campo Grande, um dos empresários que já aderiu à plataforma é Milton Tolledo, proprietário da Andressa Biquínis, loja de roupas de praia no bairro Jockey Club. Ele destacou um salto estimado em pelo menos 70% nas vendas. Hoje em dia, trabalhar na internet é uma necessidade”, afirmou.
O executivo do Sindivarejo, Sebastião da Conceição, afirmou que o mercado precisa de uma modificação, tanto para aqueles que já vendem on-line quanto para os que não sabem como iniciar e consolidar seu cliente de forma virtual. “Temos uma mudança de comportamento do consumidor, pela pandemia, as vendas online estão ganhando cada vez mais espaço. O consumidor está buscando comprar pela internet, mas, em muitos sites, ele compra e não tem informação sobre a localização da mercadoria. Com a nossa ferramenta local, os consumidores vão saber que o produto é daqui e vai chegar de forma segura. Estamos possibilitando garantias tanto para o consumidor quanto para o empresário”, destacou.
A alternativa está também no interior do Estado. O empresário Fernando Climaco, proprietário da loja Casa Bonita Decorações, de Ivinhema,diz que conseguiu maior engajamento nas redes sociais por meio do shopping center virtual. “Somos uma loja que atua no setor de itens decorativos há um ano. Com a pandemia, iniciamos as nossas vendas por meio de um site próprio, mas conheci o PopShop e desde então nosso engajamento aumentou, estimamos que as vendas podem crescer no mínimo 30% e isso, para o período que estamos vivendo, já é muito significativo”, comentou.
De acordo com a economista Daniela Teixeira Dias, do IPF-MS (Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS), a plataforma voltada para os lojistas de Campo Grande tende a proporcionar uma retomada econômica mais rápida, tendo em conta que os clientes estão cada vez mais antenados com as novas formas de comercialização.
“Esta é uma importante oportunidade e que deve prevalecer também no período pós-pandemia, porque já tínhamos uma tendência muito
forte para o comércio a distância e que acabou se intensificando com a COVID-19. Por isso, os empresários precisam se adequar a esse novo momento para poder driblar a crise econômica. E digo que é uma oportunidade para os empresários e um facilitador para os clientes. Em Campo Grande, 39% já compram pelo e-commerce”, ressaltou.

Fonte: Jornal O Estado de MS